
Complementando o assunto, plano diretor de turismo, falaremos de como o PDDT da cidade de Paraty vem sendo útil para a construção de uma atividade turística bem estruturada e com vistas à sustentabilidade.
Um Plano diretor possibilita aos gestores da localidade identificar quais os problemas atuais e em que eles podem se transformar no futuro, através de um diagnóstico e prognóstico, respectivamente. E, a partir disso, desenvolvem-se projetos e ações para minimizar os impactos negativos e fomentar os positivos.
Após analisarmos o plano diretor de desenvolvimento turístico de Paraty(2003), destacamos alguns itens citados no diagnóstico e alguns no prognóstico para mostrar como uma ferramenta como essa pode ser útil ao planejamento turístico.
Diagnóstico:
-Rede de ônibus com equipamentos precários;
-Transporte aéreo representa apenas 0,4% e o aeroporto está em péssimas condições;
-Problemas no abastecimento de água na alta temporada;
-Rede de esgoto precária por causa do solo argiloso gera péssimo odor no centro;
-Coleta de lixo não é suficiente na alta temporada;
-Fornecimento de energia apresenta constantes blackouts, principalmente nas alta temporada;
-Problemas com a segurança dos turistas nas praias pela baixíssima quantidade de salva-vidas;
-Falta de plano de evacuação da cidade em caso de acidente na usina nuclear de Angra;
-Placas de sinalização estão padronizadas, porém não oferecem boa visualização;
-Construção do portal de entrada que vai diminuir a entrada de ônibus de excurssão;
-Centro de informações turísticas faltando material impresso com informações para o visitante, principalmente em outras línguas como inglês, espanhol e francês;
-79,6% das empresas em Paraty são direta ou indiretamente ligadas ao turismo;
-Exportação gerada pela atividade turística: R$ 94.879.000,00 (pouco fica na cidade pela grande quantidade de serviços importados);
-Mais da metade da PEA trabalha com o turismo, no entanto há pouca qualificação;
-O meio ambiente vem sofrendo grande impacto negativo devido a falta de planejamento e controle da atividade turística;
-Dados do turista que visita Paraty: 83,5%(se hospeda na região central) / R$ 427,35 (Gasto médio do turista) / 18 a 25 e 35 a 50 (Faixa etária) / 3.000 a 10.000 (renda familiar) / 50% dos turistas domésticos vêm de SP e 38% vêm do RJ / 13,5% de turistas estrangeiros.
-Foi elaborado um estudo da capacidade de carga das 39 praias da Baía de Paraty;
Prognóstico:
(Quadro esperado entre 2 a 5 anos)
-Falta cada vez mais frequente de luz e água durante a alta temporada;
-Saturação de hotéis e pousadas na região central da cidade;
-Problemas estruturais com o excesso de campings na praia do sono;
-Aumento da especulação imobiliária;
-Aumento da pressão pela construção de empreendimentos turísticos em unidades de conservação;
-Expansão desordenada da atividad turística em áreas naturais;
-Descaracterização de alguns festejos locais;
-Utilização inadequada do patrimônio étnico-cultural, tornando negros e índios em produto;
-Aumento desordenado do fluxo de turistas;
-Abandono do emprego por grande parte da população para trabalhar no turismo;
Portanto, com essas características é possivel desenvolver planos, projetos e ações específicas para evitar os maus impactos e incentivar os bons. Por esse e outros motivos, é que as cidades que pretendem viver do turismo como atividade econômica e geradora de renda não devem deixar de desenvolver seu Plano diretor de Turismo.

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