Na foto o ministro aparece visitando o estande do Rio Grande do Sul ao lado do secretário de estado do Turismo Esporte e Lazer.
No mês de junho deste ano, o presidente Luis Inácio Lula da Silva confirmou o nome de Luiz Barreto para o cargo de Ministro do turismo. O ex-secretário executivo do Mtur assumiu o lugar deixado por Marta Suplicy, que concorre à prefeitura da cidade de São Paulo.
Desse modo, resolvemos fazer uma busca sobre o histórico profissional do novo ministro para analisarmos sua eficácia dentro do setor. Casado, pai de dois filhos, formado em Ciências Sociais pela PUC-SP e com Mestrado em Ciência Política pela USP, Luiz Barreto entrou para política em 1989, quando assumiu a chefia de gabinete da Administração Regional Sé da Prefeitura de São Paulo. Em 1996 se tornou secretário adjunto da Secretaria Nacional de Assuntos Institucionais (Sinai) do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores. Em 2005 assumiu a Secretaria de Indústria, Comércio e Abastecimento de Osasco e no mesmo ano se transferiu para o Sebrae, onde permaneceu por dois anos até ser convidado para a Secretaria Executiva do Ministério do Turismo.
Observando seu histórico, é possível perceber que sua ligação com o Turismo não é das mais fortes. Seu currículo é totalmente voltado para administração pública, e isso pode ser válido para o setor em diversos assuntos como onde investir e organização das finanças. Porém, não é o bastante. Um político designado a chefiar um ministério, seja ele qual for, deveria ter um mínimo de inserção no respectivo setor.
No caso do Turismo, apesar de fundamental, é complicado exigirmos um ministro com formação acadêmica específica, pelo simples fato de que todo o mercado é invadido por profissionais de diversas áreas. As grandes decisões a respeito do turismo são, muitas vezes, decididas por administradores, economistas, geógrafos e etc.
No entanto, cabe a nós, profissionais da área, exigir que os cargos políticos referentes ao nosso setor, sejam ocupados por pessoas comprometidas, com formação acadêmica e currículo profissional ligados à atividade turística. O novo ministro parece ter sido bem aceito pelo Trade turístico, visto que quando o presidente anunciou seu nome, os líderes e representantes do mercado o apoiaram.
Portanto, devemos aguardar e torcer para que o ministro seja, pelo menos, mais responsável e não solte frases infelizes como, “relaxa e goza”. Não devemos ficar parados, e sempre cobrar para que as necessidades do setor sejam atendidas e que, cada vez mais, o turismo seja pensado, operacionalizado e governado por profissionais capacitados ou do Trade.

Um comentário:
Eu tô adorando o jeito que vcs têm usado pra abordar essas questões galera!
;]
Adoro ler coisas do tipo "Não devemos ficar parados, e sempre cobrar" mas sempre fico pensando como deveriamos fazer isso!
Fica a dica! Quem sabe não seria legal discutir um poco como nós universitários temos agido diante dessas questoes e como poderiamos agir, ou seja como poderiamos nos impor melhor nesse cenario e talz.!
Beijos
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