O mercado de trabalho em turismo é amplo, mas precisa de profissionaisempreendedores. Minhas perspectivas estão sendo atendidas, a medidaque vou empreendendo e descobrindo as oportunidades.
para os próximos anos?
Visões do Turismo
Uma das principais preocupações de estudantes que estão ingressando no curso de turismo por todo o Brasil e de turismólogos recém formados são justamente as oportunidades de emprego que o setor oferece. Ao analisarmos o mercado de trabalho ligado ao segmento turístico, é importante analisarmos como anda a evolução dos empreendimentos que oferecem serviços turísticos.
Com uma busca um pouco mais detalhada e um olhar mais atento, é possível encontrar dados importantes a respeito do mercado de trabalho do turismo no site do Ministério do Turismo (MTur). Alguns números referentes aos anos de 2006 e 2007 econtram-se a seguir:
2006 | 2007 | % | ||
Agências de Turismo no Brasil | 7861 | 10227 | + 30,1% | |
Agências de Turismo no RJ | 912 | 1303 | + 42,9% | |
Meios de Hospedagem no Brasil | 4293 | 5184 | + 20,7% | |
Meios de Hospedagem no RJ | 1135 | 1243 | + 9,5% | |
Transportadoras Tur. no Brasil | 6289 | 8055 | + 28,1% | |
Transportadoras Tur. no RJ | 199 | 315 | + 58,3% | |
Organizadores de Eventos no Brasil | 540 | 721 | + 33,5% | |
Organizadores de Eventos no RJ | 99 | 107 | + 8,1% | |
Instituições de Ensino no Brasil | 213 | 221 | + 3,7% | |
Instituições de Ensino no RJ | 18 | 20 | + 11,1% |
Como podemos ver, essa tabela faz referência aos empreendimentos turísticos que estão cadastrados no MTur. Ainda que uma análise desses números não seja conclusiva, já que existem diversas atividades ligadas ao setor que não estão cadastradas, em um futuro próximo, poderemos analisar dados mais palpáveis, já que o MTur, através da Lei Geral do Turismo, prevê o cadastro obrigatório de todas as empresas que oferecem serviços turísticos.
A partir dos dados podemos perceber um aumento do número de empresas ligadas ao setor turístico, e conseqüentemente um aumento da oferta de empregos diretos e indiretos para a nossa área. Um único e grande problema é a proliferação de empregos de caráter operacional.
Sendo assim, pensamos que para aproveitar a atividade turística ao máximo, deve-se correr atrás de oportunidades e se apoiar em uma formação sólida desde o início do curso de turismo, com participação em monitorias, projetos de extensão, criação de artigos, prática de estágios, aprendizagem de outros idiomas e participação em empresas juniores.
Uma outra alternativa é o caminho do empreendedorismo, onde o indivíduo assume riscos calculados para abrir o seu próprio negócio. Não espere que seja uma tarefa fácil e lucrativa no iníco, porém não tenho dúvidas de que seja uma solução para a falta de trabalho em áreas tão interessantes como o planejamento ou até mesmo em cargos de gestão.
No mês de junho deste ano, o presidente Luis Inácio Lula da Silva confirmou o nome de Luiz Barreto para o cargo de Ministro do turismo. O ex-secretário executivo do Mtur assumiu o lugar deixado por Marta Suplicy, que concorre à prefeitura da cidade de São Paulo.
Desse modo, resolvemos fazer uma busca sobre o histórico profissional do novo ministro para analisarmos sua eficácia dentro do setor. Casado, pai de dois filhos, formado em Ciências Sociais pela PUC-SP e com Mestrado em Ciência Política pela USP, Luiz Barreto entrou para política em 1989, quando assumiu a chefia de gabinete da Administração Regional Sé da Prefeitura de São Paulo. Em 1996 se tornou secretário adjunto da Secretaria Nacional de Assuntos Institucionais (Sinai) do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores. Em 2005 assumiu a Secretaria de Indústria, Comércio e Abastecimento de Osasco e no mesmo ano se transferiu para o Sebrae, onde permaneceu por dois anos até ser convidado para a Secretaria Executiva do Ministério do Turismo.
Observando seu histórico, é possível perceber que sua ligação com o Turismo não é das mais fortes. Seu currículo é totalmente voltado para administração pública, e isso pode ser válido para o setor em diversos assuntos como onde investir e organização das finanças. Porém, não é o bastante. Um político designado a chefiar um ministério, seja ele qual for, deveria ter um mínimo de inserção no respectivo setor.
No caso do Turismo, apesar de fundamental, é complicado exigirmos um ministro com formação acadêmica específica, pelo simples fato de que todo o mercado é invadido por profissionais de diversas áreas. As grandes decisões a respeito do turismo são, muitas vezes, decididas por administradores, economistas, geógrafos e etc.
No entanto, cabe a nós, profissionais da área, exigir que os cargos políticos referentes ao nosso setor, sejam ocupados por pessoas comprometidas, com formação acadêmica e currículo profissional ligados à atividade turística. O novo ministro parece ter sido bem aceito pelo Trade turístico, visto que quando o presidente anunciou seu nome, os líderes e representantes do mercado o apoiaram.
Portanto, devemos aguardar e torcer para que o ministro seja, pelo menos, mais responsável e não solte frases infelizes como, “relaxa e goza”. Não devemos ficar parados, e sempre cobrar para que as necessidades do setor sejam atendidas e que, cada vez mais, o turismo seja pensado, operacionalizado e governado por profissionais capacitados ou do Trade.
Foi no dia 17 do mês passado, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei Geral do Turismo (n° 11.771/08), estabelecendo um marco regulatório para o setor e instituindo a Política Nacional de Turismo, o Plano Nacional de Turismo e a criação do Sistema Nacional de Turismo, composto pela Embratur e outros órgãos sob a coordenação do Ministério do Turismo.
A nova lei obriga o cadastramento de diversos prestadores de serviços turísticos, como as agências de viagens, transportadoras turísticas, meios de hospedagem, organizadores de eventos, podendo se estender para outros estabelecimentos que forneçam serviços similares no setor. Na prática, essa obrigatoriedade visa o aumento da qualidade dos serviços oferecidos ao turista, já que para fazer parte desse cadastro, essas empresas passarão a ser fiscalizadas e deverão atender a diversos requisitos do MTur.
Além dessas normas, a Lei Geral do Turismo também prevê a criação do Fundo Geral do Turismo, que atuará financiando a atividade e a criação de uma política que visa democratizar o turismo no Brasil, tornando-o um processo de inclusão social e de regionalização, priorizando o desenvolvimento de 65 destinos turísticos. Esse último, pode ser considerado um grande passo para a Copa do Mundo de 2014 e até mesmo para as Olimpíadas de 2016 no Rio, na medida em que desenvolve as regiões que possivelmente sediariam esses eventos de grande importância para o Brasil como um todo.
Sendo assim, percebemos que o objetivo principal da lei é unificar a legislação sobre o turismo no país, surgindo em um momento bastante oportuno, tendo em vista que o governo prioriza ações para o segmento e o mesmo cresceu uma média de 24% ao ano de 2004 até 2007 (dados da FGV).
Porém, como todos nós sabemos, muitas vezes o que é muito bom na teoria, pode não acontecer na prática. Estamos cansados de presenciar leis bem elaboradas não funcionarem da maneira como deveriam devido à burocracia excessiva e a falta de obrigação dos políticos para com as legislação. Por isso, devemos sempre estar antenados às propostas e ao histórico dos políticos que iremos eleger. Essa reflexão é importante, especialmente nesse momento em que iremos atravessar um segundo turno nas eleições para a prefeitura da cidade do Rio de Janeiro.
Pesquisa Datafolha - pesquisa de intenção de votos para os candidatos à prefeitura do município do Rio de Janeiro:



